terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Problemas da excitação na mulher.

O QUE É DISFUNÇÃO DA FASE DA EXCITAÇÃO NA MULHER?

Persistente ou recorrente inabilidade para atingir ou manter de suficiente excitação sexual que causa angústia pessoal; pode ser expressa como falta de excitação subjetiva ou genital (falta de lubrificação) ou outra resposta somática.

QUAIS AS CAUSAS DA DISFUNÇÃO DA EXCITAÇÃO SEXUAL NA MULHER?

Problemas vasculares na região da pelve ou do genital. Doenças que causam dor ( dispareunia) durante a relação sexual Atrofia do genital no climatério.

Conflitos com o parceiro sexual. Visão negativa da sexualidade. Dificuldade de concentrar-se na relação sexual. Dificuldade de perceber como erótico o encontro sexual. Carícias insuficientes para proporcionar excitação adequada ANTES e DURANTE do coito.

QUAIS AS CAUSAS MAIS COMUNS?

As emocionais e as comportamentais; foram citadas no quadro anterior.

QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS DA FALTA DE EXCITAÇÃO SEXUAL PARA A MULHER?

INICIALMENTE: Atrito ou dor durante o coito. Cistites pós-coitais. v Vaginites de repetição pós-coitais. SE O PROBLEMA PERSISTIR: Dificuldades para atingir o orgasmo. Desejo sexual hipoativo. Aversão ou Fobia à penetração vaginal. Vaginismo secundário.

QUAIS OS TRATAMENTOS PARA A FALTA DE EXCITAÇÃO SEXUAL?

ATUALMENTE NOS CASOS MENOS COMUNS: Tratar as patologias que causam dor no coito ( dispareunia) com medicações e / ou cirurgias. Tratamento medicamentoso da atrofia genital do climatério. NOS CASOS MAIS FREQUÊNTES: Terapia sexual ou psicoterapia .

HÁ PESQUISAS DE QUE DROGAS PARA MELHORAR A EXCITAÇÃO SEXUAL FEMININA?

Com sildenafil e bupropion.

Dra. Jaqueline Brendler - 51/ 3228.03.22.

Baixo Desejo Sexual

Foi realizado um estudo na população americana para descobrir a incidência do baixo desejo sexual, este estudo foi publicado no JAMA por Edward O. Laumann ET AL em 1999. Nesse estudo foi aplicado um questionário a 1749 mulheres.

O conceito de desejo sexual hipoativo feminino foi "falta de interesse em sexo".

IDADE: 27% dos 50-59 anos. 30% dos 40-49 anos. 32% dos 18-29 anos. 32% dos 30-39 anos.

ETNIA: Branca: 29%. Hispânica: 30%. Outras: 42%. Preta: 44%.

E. CIVIL: 29% em casadas . 34% em divorciadas, separadas ou viúvas. 35% em nunca casadas.

QUAL A INCIDÊNCIA NA MINHA CLÍNICA EM PORTO ALEGRE?

É a segunda queixa em freqüência entre as mulheres com disfunções sexuais que procuram tratamento em terapia sexual. Atualmente, a incidência é 30 % .

HÁ MAIS MULHERES COM DESEJO SEXUAL HIPOATIVO?

Sim.

POR QUE ELAS NÃO PROCURAM TRATAMENTO?

É previsível pela cultura que : o homem tenha mais desejo que a mulher. a mulher se desinteresse pelo sexo nos relacionamentos a longo prazo. A diminuição do desejo sexual na mulher abala menos o homem e o relacionamento que a anorgasmia.

QUAIS OS OUTROS MOTIVOS PARA NÃO CONSULTAR QUANDO A QUEIXA É DESEJO SEXUAL DIMINUÍDO?

A ilusão mágica que "tudo vai melhorar"... A percepção de que é impossível resolver o problema pois "sempre fui assim, nunca gostei de sexo". A dificuldade de assumir "querer ser feliz" ou "poder ser feliz". A percepção que o parceiro não está interessado no relacionamento e que não iria ajudar no tratamento.

O DESEJO SEXUAL HIPOATIVO OU DIMINUÍDO É UM PROBLEMA DE SAÚDE?

Sim. Deve ser tratado por especialistas, médicos ( psiquiatras, ginecologistas, urologistas ) ou psicólogos.

COMO FOI PROPOSTO O PELO DSM-IV O CONCEITO DE DESEJO SEXUAL HIPOATIVO?

Ausência de desejo sexual espontâneo. Ausência de fantasias. Fuga do relacionamento sexual. Resposta sexual insatisfatória em relação a excitação e ao orgasmo. Baixa freqüência. Ansiedade.

Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 4th Edition. American Psychiatric Association, 1994.

QUAL O CONCEITO PROPOSTO EM 1999 PARA DESEJO SEXUAL HIPOATIVO ?

É a persistente ou recorrente deficiência ( ou ausência ) de fantasias sexuais/pensamentos, e/ou desejo para ou receptividade a atividade sexual , que causa angustia pessoal.

A ÚLTIMA CLASSIFICAÇÃO AMPLIOU O CONCEITO DE 1994 E QUAL FOI A PRINCIPAL INCORPORAÇÃO?

Persistente falta de receptividade a atividade sexual iniciada pelo parceiro.

QUAIS SÃO AS CAUSAS DO DESEJO SEXUAL HIPOATIVO?

Doenças e substâncias químicas. Alterações hormonais e de neurotransmissores . Bloqueios emocionais e sexuais pessoais. Fatores negativos que envolvem o relacionamento do casal.

QUE DOENÇAS PODEM LEVAR AO D.S.H?

Doenças genéticas e congênitas: Klinefelter, Kallmann, anorquia congênita, Distrofia miotônica. Tumores de supra-renal feminilizanres, Parkinson. Doenças que: alteram o testículo ( câncer de testículo, atrofias, infecções crônicas ) , alteram a hipófise ( tumor de hipófise) . Hipertiroidismo e hipotiroidismo : causam menos alteração no desejo e são de mais fácil tratamento. O oforectomia bilateral e suprarenalectomia bilateral. Depressão.

QUAIS AS SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS QUE PODEM LEVAR A DIMINUIÇÃO DO DESEJO SEXUAL?

Depressores do S.N.C ( álcool, tranqüilizantes, narcóticos). Atuam sobre GABA: benzodizepínicos ( diazepan, lorazepan). Aumento a serotonina: antidepressivos tricíclicos Antidopaminérgicos ( antipsicóticos típicos). Antiandrogênicos ( ciproterona, espironolactona) Beta-bloqueadores adrenérgicos ( propanolol) Anti-hipertensivos de ação central ( metil-dopa, reserpina). Bloqueadores H2 histamina: ( cimetidina, ranitidina).

QUAIS OS NEUROTRANSMISSORES MAIS ENVOLVIDOS COM O DESEJO SEXUAL HIPOATIVO?

Dopamina. Serotonina .

QUAIS AS ALTERAÇÕES HORMONAIS QUE PODEM PROVOCAR DIMINUIÇÃO DO DESEJO SEXUAL?

As que levam a diminuição da testosterona livre.

QUAIS OS HORMÔNIOS QUE PODEM SER DOSADOS QUANDO HÁ QUEIXA DE D.S.H?

Testosterona livre e total. Prolactina - Pool. T3 , T4 ( hormônios da tireóide ).

QUAIS AS CAUSAS MAIS FREQUENTES DE D.S.H NA MULHER?

Os fatores negativos que envolvem o relacionamento do casal. Os bloqueios emocionais e sexuais pessoais.

QUAIS OS FATORES QUE ENVOLVEM O CASAL E PODEM CAUSAR D.S.H. NA MULHER?

Desgaste do relacionamento. Falta de investimento na relação. Rotina. Falta do ritual de sedução da parte de um dos parceiros ou dos dois. Inadequada estimulação física durante a atividade sexual. Mudanças físicas que provocam perda do poder de atração em um dos parceiros ou nos dois. Presença de disfunção sexual no parceiro (disfunção erétil, ejaculação precoce ou retardada). Conflitos não solucionados de todos os tipos.

QUAIS OS FATORES PESSOAIS PODEM SER CAUSA DE DESEJO SEXUAL HIPOATIVO?

- Vivência de violência sexual. - Presença de disfunção sexual ( anorgasmia, disfunção da excitação). - Presença de vaginismo ou dispareunia. - Valores negativos em relação a sexualidade. - Ligação imatura com a família e origem. - Imaturidade emocional e sexual. - Dificuldade em conciliar a maternidade com os outros papéis.

Eu sou mãe 24h por dia. Depois que ele nasceu, não quero mais transar

QUAIS OS TIPOS DE TRATAMENTO PARA O DESEJO SEXUAL HIPOATIVO?

Tratamento das doenças envolvidas. Substituição dos medicamentos que podem causar D.S.H. Correção das alterações hormonais com terapias hormonais, bloqueios hormonais ou com medicações não hormonais. Terapia sexual ou psicoterapia .

QUAIS SÃO OS OUTROS TERMOS USADOS PARA DESEJO SEXUAL HIPOATIVO?

Desejo sexual diminuído. Inapetência sexual ( apetite sexual inibido). Diminuição da libido.

POR QUE OS ESPECIALISTAS NÃO USAM O TERMO "FRIGIDEZ"?

É um termo cientificamente impreciso podendo gerar confusão. A nomenclatura das desordens sexuais femininas se baseia nas fases fisiológicas da resposta sexual (Desejo, excitação e orgasmo ). Tem conotação negativa. Rotula a mulher.

Dra. Jaqueline Brendler

domingo, 11 de janeiro de 2009

Atitudes que ele adota para que você termine com ele

Ele vai fazer de tudo para que a relação fique insuportável

Como você já deve saber, há homens que não são capazes sequer de terminar um relacionamento. Eles preferem seguir uma estratégia para que suas parceiras se sintam culpadas pelo fim da relação. Por fim, é nossa a responsabilidade do "trabalho sujo", ou seja, de colocar um ponto final na crise. Quando os sentimentos se esgotam, não há trégua que agüente as constantes brigas. Este é o momento de parar para pensar e encarar a realidade. O mais certo é terminar, mas justamente aí que surgem os problemas. Como acabar com a relação? O que dizer? Como não ferir seus sentimentos? Antes de chegar a esse ponto, muitos casais continuam juntos, esperando que o outro tome a decisão. E os homens são os campeões nesse tipo de atitude. É uma postura cômoda, mas nada leal, pois responsabiliza o outro pela decisão da ruptura. Confira a seguir quais são as atitudes masculinas que indicam que ele quer terminar, mas não tem coragem de agir.

1- Falta de curiosidade Se antes vocês passavam o dia conversando até mesmo sobre as coisas mais ridículas, agora o silêncio toma conta da situação. O desinteresse chega a tal ponto que ele não quer nem saber se você saiu mesmo com as amigas ou se foi com outro homem.

2- Mulher invisível Você percebe que não há mais diálogo. Ele se faz de surdo e nem sequer nota a sua presença, ainda que esteja completamente nua.

3- Falta de desejo sexual Se um homem não tem vontade de ter relações sexuais com sua parceira é sinal de que a situação realmente é grave.

4- Cadê o afeto? Antes ele era um dengo só, agora os carinhos se foram junto com as palavras ternas que ele lhe dizia. Às vezes vocês se tratam com tanta formalidade que parecem desconhecidos.

5- Discussões explosivas Ele já não tem nenhuma gota de paciência. E, o que antes era motivo de risadas, hoje não tem mais graça alguma.

6- Relações paralelas Mesmo que ele não tenha outra, faz questão de agir para que você pense isso. Marcas de batom na camisa, mensagens equivocadas com o nome de outra para o seu celular. Tudo para que você tome a iniciativa e o mande embora da sua vida.

7- Fuga Se antes ele fazia o impossível para chegar mais cedo em casa, agora ele faz questão de estender o trabalho até altas horas. Ele só volta para casa quando tem a certeza que você já estará dormindo. E se você pensa que irão se encontrar no café-da-manhã, está enganada. Ele sai cada vez mais cedo, sempre dizendo estar atrasado para alguma reunião.

8- Noitadas com os amigos Acabaram-se os jantares românticos. Ele convida todos os amigos sempre que planejam um programa. E até mesmo os chama para passar o domingo todo na sua casa para assistir a um filme, fazer churrasco, enfim, os momentos a dois são cada vez mais raros.

9- Enfatiza seus defeitos Ele sabe o quanto você odeia que seus defeitos sejam lembrados, sejam eles físicos ou de personalidade. Pois bem, isso se tornará freqüente na relação. A intenção dele é que você não suporte mais essa convivência e que, ao menos, peça um tempo.

10- Sinceridade exagerada Quando uma mulher pergunta se engordou, se o cabelo perdeu o corte ou outras coisas desse tipo, mesmo que o homem note e concorde, ele jamais revela sua opinião. A menos que ele queira deixá-la furiosa. Então, se for essa a intenção, pode se preparar para a avalanche de respostas "sinceras" para essas perguntas aterrorizantes.

Sinais de que você está com o homem errado

Um sinal de que ele não é o homem certo é quando ele não faz questão de assumir o relacionamento na frente dos outros

Você está com um homem que acredita ser a pessoa com quem você sempre sonhou, mas por algum motivo você não sente que isso seja recíproco. Sabemos que muitos homens são um pouco avessos a manter relacionamentos que levem a compromissos mais sérios, mesmo que eles achem que tenham encontrado a mulher da vida deles. O medo de perder seu espaço e liberdade dá a eles uma espécie de "alergia" que não podem evitar. O ponto é saber se o que acontece é uma questão de tempo ou se na realidade você está diante de um homem que não é capaz de manter relações duradouras e, por isso, mesmo que ele seja o que você sempre sonhou, não é para você. Se você quer acabar com dúvidas, concentre-se em alguns sinais que podem ajudar a comprovar se você está no caminho correto ou se ainda precisa continuar procurando. Será que mesmo ele sendo "quase perfeito" ele não é homem para você? Descubra se existe futuro com seu príncipe.

1. Não assume o relacionamento Se diante dos amigos ou da família ele te apresenta como uma amiga ou como "algo mais", é porque você está frente a um homem que não leva um relacionamento muito a sério. Certamente, ele evitará ter que classificá-la com algum nome do tipo "namorada" e você passará como mais uma na lista dele. Se este é o seu caso, é melhor que você coloque "pingos nos is" o quanto antes e faça com que ele deixe bem claro o que você significa para ele.

2. Prefere os amigos Uma tarde com os amigos é mais importante do que passar um momento a dois com você? Um homem que não dá espaço para o casal e que sempre se encontra com você ao lado do "melhor amigo" ou então só marca programas como uma tarde de chopp ou assistir a jogos com ele é porque não quer assumir a relação e prefere te ver como mais uma amizade colorida.

3. Não te dá espaço na casa dele Não significa que ele tenha que te dar a oportunidade de mudar cada coisa no cantinho de solteiro dele. Mas, se já passaram semanas que ele disse que você poderia mudar as roupas de cama e não faz questão alguma de ter sua bebida favorita na geladeira é porque não está tão disposto a compartilhar seu espaço "sagrado" com ninguém, a não ser com seus amigos.

4. A palavra "nosso" não está no vocabulário dele Se vocês são convidados e ele decide ir com você em momento algum ele quer que vocês dividam o presente e também não quer que o convite seja escrito com o nome dos dois. Isso, porque na verdade, ele não quer que o comprometam demais com você. Se você já viveu esta situação é melhor que pergunte o nível de seriedade do relacionamento que possuem.

5. Ele se gaba por viver sozinho Alguns homens adoram ter seu próprio espaço para poderem descansar. Entretanto, se o seu parceiro, acima de tudo faz questão de enfatizar que é melhor viver sozinho e que não sabe se poderia dividir sua casa com outra pessoa, ou ainda nem sequer se aventurou a compartilhar mais de uma noite sob o mesmo teto com você, é porque indiretamente ele quer deixar claro que, até aquele momento, você não faz parte dos planos dele.

6. Aplaude os divorciados Você se entristece cada vez que sabe que um casal de amigos se divorciou, mas ele não tem nada melhor a dizer a não ser "Enfim ele ficou livre". Sem dúvida, ele não tem um conceito muito bom de casamento e, na verdade, "amarrar-se" não está nos planos dele. Pode ser que seja por simples medo, mas também, pode ser que ele acredite que ainda tem muito para viver e para aproveitar antes de ter um relacionamento mais sério.

7. Paquera outras pessoas descaradamente Quando vocês saem juntos é como se nada estivesse acontecendo, já que para ele isso não é um empecilho para paquerar outras mulheres constantemente, enquanto você fica "se mordendo de ciúmes". E o melhor de tudo é que quando você pergunta para ele o que está acontecendo ele dá a simples desculpa de que a vida dá muitas voltas e por isso é bom conhecer gente nova todo dia e, até mesmo diz que você deveria fazer o mesmo.

8. Ele é famoso por suas conquistas Vocês vão a um barzinho da moda e quando chegam o garçom o cumprimenta como se fossem amigos de anos e diz: "Você deve ser a Ana", mas na verdade seu nome é Paola. Isso é uma prova de que ele não deve ser um homem de uma mulher só.

9. Não deixa que você "invada" o território dele Como você é uma mulher prevenida, decide deixar no banheiro dele um pacote de absorventes para não ser pega de surpresa. Mas, quando ele descobre, te chama indignado e não faz outra coisa senão gritar e dizer que você está invadindo o espaço dele e que a relação ainda não chegou neste nível. Se você já passou por isso, é melhor que nem cogite a hipótese desta relação virar algo mais sério.

10. Casamento? Ele não conhece esta palavra Um dia ele chega a sua casa e encontra você e suas amigas vendo revistas de noivos porque uma delas está prestes a se casar. Ele fica irritado sem explicação só porque você mostrou alguns vestidos a ele. O mais provável nesta situação seja que ao vê-la tão entusiasmada ele peça um tempo e desapareça por alguns dias para ver se a seu "desejo casamenteiro".

Conheça os truques dos conquistadores profissionais

Os conquistadores dizem qualquer coisa para ganhar uma mulher

Há um grupo de homens que acreditam que as mulheres não sabem reconhecer quando eles dizem a verdade ou quando estão só enrolando com frases-feitas. Eles são os tipos conquistadores, dispostos a dizer qualquer coisa para "ganhar" uma mulher. Para desmascarar essa prática, resumimos algumas dicas que ajudam a detectar esse tipo de comportamento.

Mentiroso, eu? É um clássico. O chamado "faça o curativo antes de se ferir". Quando um conquistador é pego em flagrante e se sente encurralado, usa seu olhar mais convincente e profere a frase que deixa qualquer mulher na dúvida: "eu não mentiria para você, porque eu te amo".

Pura química Às vezes os homens prometem o mundo logo no primeiro encontro. Depois de alguns minutos de conversa já dizem que te amam, que estão completamente apaixonados e são capazes de qualquer coisa por você. Tome cuidado porque por detrás de tanta bajulação podem se esconder segundas intenções. Se for perguntar-lhes como conseguem sentir tantas coisas sendo que acabaram de se conhecer, eles responderiam com um "é pura química". Na verdade, é "pura mentira".

Quero estabilidade Essa é outra frase clássica. "Eu não quero mais aventuras, estou cansado disso tudo". Pode ser verdade, pode não ser, tudo depende do contexto. Se ele falar isso enquanto tenta te levar pra cama no primeiro encontro, vá com calma. Muitos conquistadores usam esse tipo de frase para enrolar suas presas e convencê-las de que elas são especiais.

O teórico Quando uma pessoa já tem experiência no sexo, é fácil notar. Mesmo assim, há homens que acham que nascemos ontem. Quando percebemos que eles são bons de cama, disfarçam a vivência com a seguinte explicação: "tudo o que eu aprendi sobre sexo foi por relato dos meus amigos".

Dizem que por aqui... Essa técnica para levar uma mulher para cama é simples e puramente infantil, na qual o homem é incapaz de falar abertamente que quer fazer sexo com você. Como acredita que você não é muito esperta, enquanto dirige ele fará o comentário "inocente" de "me falaram que por aqui tem um motel". Claro que existe, e ele sabe porque ele mesmo já esteve lá diversas vezes, e por isso mesmo vocês estão passando por lá.

O profeta Que fique claro que as mulheres gostam de bajulação. Agrada a idéia de que os astros se uniram para que encontrássemos um cara especial. Mas sabemos diferenciar um homem que fala isso de coração e um que só quer nos enganar. A frase "desde a primeira vez que te vi soube que existia algo entre nós" está tão manjada que a essas alturas não tem mais nenhum significado especial. Melhor não falar nada ou pensar em algo mais criativo.

O incontrolável Nada pior do que um homem insistente. Um homem que, apesar de você já ter avisado que prefere conhecê-lo melhor antes de ter intimidade, sempre se insinua para cima de você em qualquer oportunidade. A razão é sempre a mesma: "não consigo me controlar, você me deixa louco". Ele realmente está tão louco que é incapaz de respeitar as suas decisões?

Já te vi... Essa é talvez a cantada mais furada dos últimos tempos. Mesmo assim ela ainda é muito utilizada em festas e baladas, onde eles chegam perto e falam "nos conhecemos, mas talvez você não se lembre". Um clássico. A verdade é que nunca o viu na vida, mas ele quer te convencer que sim para engatar uma conversa.

O perigoso Ainda existem homens que em pleno século XXI não se protegem contra o HIV e acham que camisinha é para os tolos. Por isso, é preciso tomar muito cuidado com essa espécie. Esse grupo de galanteadores é capaz de, no meio da transa, dizer "não se preocupe, sou estéril". Tudo para não usar proteção. E isso pode ser uma mentira muito perigosa.

O que faz aqui? "Você não deve ser daqui". Essa é a versão moderna para a cantada "o que faz uma menina em um lugar como esses?". No final das contas é a mesma coisa, uma frase descartável como essa tem pouca credibilidade, mas mesmo assim há homens que simplesmente não entendem isso.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Segredo sexual de mulher

Contar ou não contar? O dilema é forte para quem guarda um segredo sexual -ou seja, todo mundo. Atire o primeiro vibrador quem nunca omitiu um detalhe picante de seu histórico. Mas até que ponto é saudável contar ou esconder esses pequenos prazeres -ou deslizes? A seguir, revelações de quem resolveu abrir a boca.

Prostituta por uma noite

Cláudia*, 43 anos, secretária executiva

O SEGREDO 'Moro no Rio de Janeiro e sempre tive fascinação pela Praça Mauá (zona portuária e de prostituição). Não sei explicar, mas aquele clima de 'sacanagem' me atrai. Em 2006, eu estava separada do Beto*, meu namorado havia seis anos. Brigamos por uma grosseria dele, uma bobagem. Mas a relação já andava desgastada, foi o pretexto para dar um tempo. Decidi, então, colocar em prática uma fantasia antiga: ser prostituta por um dia naquela praça. Eu já tinha mencionado 'de leve' esse fetiche, mas Beto não levou a sério. Depois de dois meses sozinha, dei asas à imaginação. Me arrumei toda: vestido vermelho tomara-que-caia, maquiagem, salto alto. Peguei um táxi, lá pelas 11 da noite, e saltei na praça. Estava nervosa e com medo de encontrar algum conhecido, de ser agredida por algum maluco... Mas a excitação falou mais alto. Passei uns 20 minutos andando para lá e para cá. Vários homens me olhavam, as outras prostitutas me mediam de cima a baixo, mas ninguém falava comigo. Até que entrei por uma ruazinha e cruzei com um homem moreno, quarentão, de jeans, camisa branca e cara de malandro. Ele disse: 'Você me atrai'. Sua expressão era de puro desejo e isso me excitou. Fomos a um bar ali perto, com mulheres seminuas dançando. Tomamos uma cerveja, ele me disse que estava de passagem... Dei sorte, ele não era bonito, mas era cheiroso, gostoso. Contei que estava ali por curiosidade. Não sei se ele acreditou, mas não falou em dinheiro. Não liguei, minha fantasia era fazer sexo com um estranho. Acabamos transando (com camisinha) num canto do bar. Fiz de tudo: sexo oral, anal, mais do que fariam as mulheres daquela praça. No fim, ele me beijou muito e pediu meu telefone. Dei o número errado. Voltei para casa feliz e dormi como um anjo.'

A REVELAÇÃO 'Algumas semanas depois, eu e Beto voltamos a namorar. Um dia, assistimos a uma reportagem na TV sobre a Praça Mauá e ficamos comentando o assunto. Sem pensar muito, soltei: 'Eu estive lá, realizei minha fantasia'. Ele ficou muito agressivo. Gritou: 'Você não presta!'. Para tentar acalmá-lo, disse que estávamos brigados na época. É claro que ele não entendeu. Falou que, mesmo assim, eu era sua mulher e que não queria mais saber de mim. Foi embora furioso. Passou 20 dias sem dar notícias. Eu fiquei na minha. Não quis dar o braço a torcer. Até que ele me ligou e propôs uma conversa. Disse que não queria me perder, que ia tentar esquecer o assunto. E, de repente, falou: 'E se você repetisse a experiência comigo?'. Na hora, tive medo de encontrar o homem da primeira vez. Mas arrisquei. Fui de minissaia, saltão.

Beto passou como um cliente e me levou a outro bar ali perto. Transamos lá mesmo. Foi excitante, mas da primeira vez, com aquele estranho, foi mais. Depois disso, vi que não tinha nada a ver ter compartilhado aquela aventura com Beto. Era um fetiche meu. Quando dividi com ele, perdeu a graça. Aliás, nossa relação anda morna, e ando pensando em atacar de prostituta de novo... Mas nem passa pela minha cabeça contar a ele.'

Rainha da Sex-Shop

Lígia*, 38 anos, psicóloga

O SEGREDO 'Adoro brinquedos eróticos. Comprei meu primeiro vibrador aos 20 anos, acompanhada de meu marido, na época. Ele curtia novas experiências. Passei a colecionar esses brinquedinhos: calcinhas que vibram, pênis de vários tamanhos, óleos que esquentam e esfriam, algemas de pelúcia. Sem contar a quantidade de fantasias: doméstica, enfermeira, índia cherokee, mamãe Noel... Aos 34 anos, eu me separei. Estava solteira, madura e no auge da vida sexual. Foi quando conheci Marcelo*, meu segundo marido. A gente logo se deu bem na cama, mas é dificil saber o que revelar ou esconder num início de relacionamento. Ele me parecia mais discreto e reservado do que o ex. A essa altura, eu tinha seis vibradores e um arsenal erótico no armário. Fiquei no dilema: 'Conto ou não?'. Ele poderia me achar 'tarada' ou rejeitar meus acessórios.'

A REVELAÇÃO 'Depois de quatro meses juntos, estávamos vendo um filme erótico na TV a cabo e uma das personagens usava um vibrador. Pensei: 'É agora!'. Perguntei: 'O que você acha disso?'. Ele fez cara de indiferença e respondeu: 'Legal'. Entrei no quarto e peguei um vibrador -escolhi um bem normal, formato de pênis, médio (achei que era melhor esperar para mostrar aquele de estilo cibernético, transparente, com bolinhas que giram e luzes que piscam). Quando mostrei, ele fez cara de espanto, mas em seguida topou a brincadeira, usando o vibrador em mim enquanto fazia sexo oral. Adorei, mas percebi que era algo novo para ele. Marcelo não estava solto, mas não comentou nada. No dia seguinte, durante o jantar, ele me perguntou se eu tinha outros vibradores. Eu disse que sim, e ele me bombardeu de perguntas: 'Quantos?', 'Por que tantos?', 'Só sente prazer assim?' etc. Com calma, fui explicando que gostava dos meus brinquedos, mas que isso não significava que estivesse insatisfeita com seu desempenho na cama. Deixei isso claro e, aos poucos, ele foi aceitando a idéia. Até que, um dia, mostrei meu estoque. Ele só ficou ouvindo e observando, calado. Passamos a usar um ou outro brinquedo, às vezes, mas a iniciativa partia sempre de mim. Meses depois, viajei sozinha por duas semanas. Quando voltei, Marcelo havia preparado uma surpresa: acendeu velas pela sala e colocou uma música sensual. Em seguida, vendou meus olhos, me colocou deitada sobre a mesa de jantar e me estimulou com mel, chocolate derretido, gelo... Uma loucura! Depois, pegou todos os meus vibradores e foi me penetrando com cada um deles, perguntando de qual eu gostava mais. Estávamos muito excitados, tanto que pela primeira vez experimentamos a dupla penetração, com ele e o vibrador.'Eu tinha vários tipos de vibradores e um arsenal erótico no armário, ele poderia me achar uma 'tarada'' -Lígia

No fim, ele guardou os vibradores numa caixa e disse: 'Agora eu é quem vou administrar seus brinquedos'. E pôs a caixa no armário dele. Sei que é uma forma de controle. No fundo ele sente ciúme dos vibradores, mas topei o jogo. Ele fica mais tranqüilo, o que faz bem para a nossa relação. De vez em quando, pego um vibrador escondido, para usar sozinha, e não conto para ele. Acho que alguns segredos podem ser mantidos, numa boa. No meu caso, foi ótimo ter contado. Ficamos mais próximos. Até acho que as mulheres podem ter suas 'caixas secretas'. O que não pode haver é culpa ou insatisfação por causa disso.'

'Falei que transei a três, com outros casais. Ele fez cara de espanto e perguntou se eu era garota de programa' -Valéria

Sozinha no Swing

Valéria*, 28 anos, vendedora

O SEGREDO 'Gosto de ir a casas de swing. Já transei com casais, com dois homens, com duas mulheres... Minha estréia foi há dois anos. Um amigo me ligou convidando, chamamos outra amiga e fomos os três. Gostamos tanto da balada que repetimos várias vezes. Na primeira vez, sentei em uma das mesas do salão, onde tem uma pista de dança. É o lugar onde as pessoas conversam, bebem. Eu já tinha lido a respeito e sabia que existia um 'código' de aproximação: a pessoa coloca a mão no seu ombro.

Se você deixa que ela te toque, dá o sinal verde. Confesso que me senti confusa e tímida no começo, mas aos poucos fui me envolvendo, ficando excitada... Tinha gente de 20 a 50 anos, alguns bonitos, outros feios, mas o clima de excitação geral me atraía. Acabei transando com um homem, enquanto a mulher dele assistia. Foi ótimo! Numa outra noite, experimentei transar a três, sempre com camisinha (é outra regra do swing). Uma vez, só saí de lá às cinco da manhã. Gostava de passar pelos labirintos, uns corredores escuros, onde rolam amassos. E tem as cabines de vidro, onde tudo acontece. Sempre foi bom. Tanto que, quando conheci Júnior*, meu último namorado, achei que ele ia até curtir essas loucuras. A gente se dava bem sexualmente. Cheguei a apresentá-lo aos meus pais. Mas levei três meses para abrir o jogo.'

A REVELAÇÃO 'Num jantar a dois, começamos a falar sobre loucuras da adolescência. Eu disse que comecei a fazer 'loucuras' depois de crescida. 'Que tipo de loucura?', ele quis saber. Contei, então, que tinha ido a casas de swing, como se fosse algo natural, uma fantasia possível de ser realizada. Ele fez cara de espanto. Disse que não sabia bem como funcionava.

Contei rapidamente, disse que a gente podia participar da 'brincadeira' com uma, duas ou mais pessoas... 'Mas você vai transar com outro? E eu?' Júnior ficava cada vez mais chocado. Por fim, perguntou: 'Você é garota de programa?'. Achei que estava brincando e até fiz piadinha: 'Vou ser garota de programa só pra você'. Mas a reação foi de indignação total. Atordoado, ele disse que ia embora. Percebi que tinha falado demais. Mas, no fundo, eu não queria esconder isso dele, nem de nenhum homem que eu ame. Ele disse: 'Você não serve para mim'. Não chegou a ser agressivo, simplesmente terminou tudo, friamente. Fiquei chateada porque gostava dele. Ainda sou adepta da verdade, mas aprendi que a gente tem de preparar as pessoas antes de contar.'

Lembranças de um Menage a Trois

Paula*, universitária, 41 anos

O SEGREDO 'Transei com duas mulheres ao mesmo tempo. Foi uma loucura da adolescência. Eu tinha 16 anos e estava dormindo na casa de uma tia com duas amigas: Carla*, de 17, e Vanessa*, de 20. Era de madrugada quando acordei zonza e percebi que meus braços haviam sido amarrados na cabeceira da cama. À minha frente estavam as duas, nuas, trocando beijos e carícias. De repente me dei conta de que elas tinham tirado a minha roupa enquanto eu dormia. O meu sono era pesado porque a gente tinha tomado vinho e fofocado muito na noite anterior. Fiquei assustada, ameacei gritar. Carla disse: 'Só vamos te desamarrar se você transar com a gente'. Então, as duas começaram a me beijar e eu, mesmo achando tudo estranho, retribuí. Aos poucos fui gostando. Eu já não era virgem. Nunca tinha me imaginado fazendo sexo com uma mulher, quanto mais com duas, mas fiquei totalmente entregue. Pela primeira vez tive orgasmo.

Hoje, 25 anos depois, digo, sem dúvida: foi uma das experiências mais excitantes da minha vida. Repetimos a aventura, e foi ainda melhor. Mas, depois, nos distanciamos. Aos 20 anos, eu me casei com um militar. Tivemos três filhas, sempre fui apaixonada por ele e nunca me questionei sobre minha sexualidade. Mas essa experiência homossexual foi deliciosa. Talvez por isso, sempre quis dividi-la com meu marido. Pensei em contar a história como se fosse de uma amiga, mas desisti. Passei 15 anos em silêncio. Temia que ele achasse aquilo imoral.'

A REVELAÇÃO 'Um dia, na cama, meu marido começou a contar sobre suas aventuras amorosas de adolescente e pediu que eu contasse algo que eu tinha experimentado. Respirei fundo e narrei minha transa com as duas amigas. Ele ouviu atentamente e, quando terminei, ficou em silêncio, sério. Isso me incomodou, pensei que ele tivesse achado a história nojenta. De repente, ele deu uma gargalhada demorada e pediu: 'Conta de novo?'. Adorei sua reação. Isso me excitou e excita até hoje. Contei mais uma vez, e, no meio da história, começamos a transar em todas as posições possíveis. Desde aquele dia, ele me pede para repetir essa historinha. Às vezes pensamos em fazer um ménage à trois, mas ainda não sabemos como. Queremos que aconteça naturalmente. No meu caso, foi gostoso compartilhar esse segredo. Eu me senti aliviada e realizada, por saber que meu marido é meu cúmplice.'

Contar? Ou não contar: O que um homem não suporta é ouvir que seu membro é menor. Se quiser ir na jugular, é a receita certa

Se o intuito é apenas apimentar o sexo, contar detalhes pode ter um efeito e tanto. Mas você não tem de entregar uma planilha Excel com todas as suas transas como se fosse uma espécie de currículo. Se o assunto surge na conversa, se está no contexto, beleza.

O parceiro sempre deixa claro, mesmo que nas entrelinhas, o que espera de nós. Vai da sabedoria de cada um perceber o que deve ou não ser dito. É preciso sentir o quanto essa relação é íntima, e o quanto essa revelação a deixará vulnerável.

O homem até admite ouvir alguns segredos, desde que sob a garantia -ou a mentira sincera- de que é o melhor de todos. Aí mora o ego masculino. 'Nem se compara, amor...' Adoramos ouvir esse tipo de sopro no ouvido. O que um homem nunca suporta, pouco importa se é verdade ou não, é a 'centrimetragem' comparada. Ou seja, ouvir que seu membro é menor. Homem nasce e morre tolo nesse sentido, por mais bem-informado ou desencanado que seja. Se quer ofendê-lo, se quer ir na jugular, é a receita certa.

O mais importante é a mulher saber que, quando conta um segredo, está assumindo uma responsabilidade consigo mesma. É uma necessidade dela contar, e não algo que ela fez porque 'ele queria saber.

Colaboraram: Rosane Queiroz e Marina Morena Costa

*Os nomes foram trocados a pedido das entrevistadas

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

As regras do sexo: até onde você vai?

Por Marisa Adán Gil e Eliana Castro

Algumas mudanças são claras à primeira vista: a qualidade da vida sexual das mulheres melhorou

DEVAGAR E SEMPRE

''Jamais transo no primeiro encontro. Tenho muitos amigos e eles dizem que mulher que topa fazer sexo logo de cara é descartada, porque não quer nada sério. Já as minhas amigas acham que eles são machistas e que a mulher tem o direito de transar quando quiser. Quando penso de forma racional, sei que elas estão certas. Mas, de tanto ouvir isso, resolvi não me arriscar. Não sei bem se é tabu ou se é um joguinho mesmo, mas eu me faço de difícil, especialmente quando estou a fim do cara, se quero namorar mesmo. Posso dar o maior amasso, mas na hora H saio fora, digo que ainda não estou pronta. Só depois de sair umas seis vezes com ele é que transo.''

Andréia*, 22 anos, estudante, solteira

NA PRIMEIRA VEZ

''Estou divorciada há dois anos e minha vida sexual tem sido intensa. Não tenho o menor problema em fazer sexo no primeiro encontro. Mas, na primeira vez, os dois ainda não têm intimidade. Então não consigo fazer tudo o que gosto. Faço e recebo sexo oral, faz parte das preliminares. Mas sexo anal, que é uma coisa que adoro, não consigo fazer com alguém que conheço pouco. Pode parecer que a gente é fácil demais. Já ouvi amigos comentarem: 'Mulher que entrega tudo logo na primeira vez é safada, não dá para confiar'. Quero me preservar.''

Cláudia*, 33 anos, publicitária, divorciada


SIM

NAO

1. Faz sexo mesmo quando não está apaixonada?

49%

51%

2. Faz sexo no primeiro encontro

26%

74%

3. Faz sexo oral no primeiro encontro

14%

86%

4. Recebe sexo oral no primeiro encontro?

32%

68%

5. Faz sexo anal no primeiro encontro?

2%

98%

VIBRADOR NA SERRA

''Era aniversário de casamento e meu marido me trouxe um presente. Quando abri, fiquei passada: era um vibrador. A noite, que seria de sexo, terminou em briga. Para mim, vibrador é coisa de mulher que não tem orgasmo, e eu não sou frígida. Ele me explicou que queria apimentar a relação, pediu desculpas e fizemos as pazes. No dia seguinte, tentei usar o aparelho com ele. Mas não gostei, fiquei constrangida. Como também não queria usar sozinha, decidi jogar fora. Deixamos em uma encruzilhada lá na serra da Cantareira, como se fosse um despacho.''


SIM

NAO

6. Costuma fazer sexo oral?

49%

51%

7. Costuma receber sexo oral?

86%

14%

8. Costuma fazer sexo anal?

26%

74%

9. Usa vibrador sozinha?

14%

86%

10. Usa vibrador com o parceiro?

11%

89%

SEM PRECONCEITO

''Há dois meses, convidei as minhas amigas para um passeio diferente. Fomos a uma sex shop chique em Moema. Meu maior medo era entrar em uma loja dessas e ser atendida por algum vendedor estranho. Mas o lugar era bacana e o meu preconceito caiu por terra. A vendedora foi gentil e superfina, explicou para que servia cada acessório, cada pomadinha. No final da visita, uma das minhas amigas ficou tão empolgada que comprou um vibrador. E eu acabei me matriculando em um curso de strip-tease.''

Ângela*, 26 anos, assessora de imprensa, solteira

SIM

NAO

11. Usa lingerie erótica?

52%

48%

12. Já entrou em uma sex shop?

29%

48%

13. Já comprou produtos em uma sex shop e usou durante a relação?

29%

71%

14. Já foi a um motel?

94%

5%

15. Costuma ir a motéis?

71%

29%

CENAS PICANTES

''Adoro fazer coisas que ajudem a soltar a imaginação. Hoje em dia as pessoas passam tanto tempo envolvidas com o trabalho que não têm tempo de pensar em coisas prazerosas. Daí o sexo fica em segundo plano. Morro de medo de me transformar numa dessas mulheres que levam uma vida sexual medíocre, rotineira. Faz pouco tempo comecei a perceber que assistir a filmes pornôs faz com que eu reserve um tempo para pensar em sexo. Aquelas cenas picantes despertam algo muito erótico dentro de mim. Não assisto todas as vezes que vou transar com alguém, mas quando acontece é bom. Às vezes, assisto a filmes pornôs até quando estou sozinha. Acho gostoso.''

Estela*, 34 anos, dentista, solteira


SIM

NAO

16. Assiste a filmes pornôs?

63%

37%

17. Já experimentou posições diferentes, tiradas de livros e revistas?

80%

20%

18. Já foi a uma casa de swing?

3%

97%

19. Já participou de troca de casais?

2%

98%

VÍDEO NO MOTEL

''Detesto quando um homem quer assistir a filmes pornôs para dar uma esquentada. Não sei se é porque tive uma educação rígida, mas sinto nojo ao ver outras pessoas transando. Acho que sexo é uma coisa íntima e só deve ser compartilhada a dois. Esse negócio de espiar o que os outros fazem, não gosto. Uma vez fui com um namorado ao motel e, assim que nos deitamos, ele ligou o vídeo para ver um desses filmes. Foi um desastre. Eu estava a fim dele, mas, quando vi aquelas cenas horrorosas, perdi todo o tesão. Ele ficou chateado comigo, tentou me convencer que assistir a filmes pornográficos não tinha nada demais. Não acredito que seja pecado ou coisa de gente depravada. Mas não gosto, acho de mau gosto.''

Roberta*, 25 anos, designer gráfica, solteira

PESQUISA

As regras do sexo:

TROCANDO AS BOLAS

''Desde que me casei, há oito anos, busco novas idéias para tirar o sexo da rotina. Meu marido é alemão e tem uma cabeça bem aberta. Não trabalho, então costumo brincar que minha profissão é ser a gueixa dele. Recentemente, ele sugeriu que a gente fosse a uma casa de swing. A princípio, a idéia me pareceu interessante, tanto que me ofereci para procurar alguns endereços. Quando chegamos lá, vi que era uma casa grande, com vários ambientes. Na primeira sala que entrei, vi dois casais e percebi que eles estavam fazendo um troca-troca. Na mesma hora, pedi para que meu marido me tirasse dali. Não gostei da brincadeira, achei muita promiscuidade. Não quero ver meu marido com outra mulher, nem quero ficar com outro. Prefiro que nossas brincadeiras fiquem apenas entre nós. Expliquei isso para ele, que compreendeu e aceitou minha decisão.''

Marília*, 40 anos, dona-de-casa, casada

SIM

NAO

20. Transaria a três com mais uma mulher?

21%

79%

21. Transaria a três com mais um homem?

27%

73%

22. Já transou a três com mais uma mulher?

5%

95%

23. Já transou a três com mais um homem?

3%

97%

MEIA DE SEDA

''Conheci um homem incrível em uma festa de amigos, há dois meses. No final da festa, estávamos no maior amasso e fomos para o meu apartamento. No meio de toda aquela animação, ele tirou minha meia-calça e segurou forte os meus braços. Estava achando tudo maravilhoso quando, de repente, ele começou a me amarrar com a meia de seda na cabeceira da cama. Não esperei um segundo, me desvencilhei da meia, dei um pulo e fiquei de pé. Essa tentativa de me amarrar me deixou em pânico, não gostei. Parece coisa de gente com problemas, não é para mim. Ele pediu desculpas, mas fiquei confusa e pedi que fosse embora.''

Fernanda*, 38 anos, bancária, solteira

JOGOS DE PODER

''Se um homem quer me levar à loucura, tudo o que ele tem de fazer é dar uns tapinhas de leve no bumbum enquanto a gente transa. Me sinto uma vagabunda e fico muito excitada porque, nesse papel, posso fazer as maiores safadezas. Gosto de criar personagens na minha cabeça para o sexo ficar gostoso, invento milhares de historinhas e nem sempre divido com o parceiro. Outra coisa que me deixa louca é quando o homem puxa meus cabelos. Tenho a sensação de que estou sendo dominada. Adoro isso, nem sei por quê.''

Renê*, 27 anos, produtora de vídeo, solteira

SIM NAO
24. Acha ok o parceiro dar tapinhas durante o sexo? 58% 42%
25. Já foi amarrada durante o sexo? 19% 81%
26. Já amarrou alguém? 23% 77%
27. Já foi vendada durante o sexo? 20% 80%
28. Já vendou alguém? 23% 77%

FESTA COMPLETA

''Fui com meu marido a uma festa num edifício do centro de São Paulo. A festa era na cobertura, a noite estava ótima e as pessoas dançavam muito. O clima estava tão delirante que acabamos indo transar no banheiro. Ficamos lá um tempão, foi sensacional. Quando saímos, levamos um susto, porque a festa já havia terminado e a porta que dava acesso ao elevador estava trancada. Precisamos interfonar para o porteiro abrir.''

Rita*, 30 anos, bióloga, casada


SIM NAO
29. Já fez sexo em lugares públicos? 59% 41%
30. Já fez carinhos mais ousados nele (ânus e períneo)? 62% 38%
31. Já transou com um garoto de programa? 2% 98%
32. Já transou com outra mulher? 7% 93%

SEXO PAGO

''Acho a maior decadência pagar para ter sexo. Para mim, é falta de competência. Além disso, fazer sexo com garotos de programa pode ser muito perigoso. Não só por causa das doenças sexualmente transmissíveis, mas também porque você se arrisca a sair com um psicopata. Tem outro problema. Se eu tiver que pagar para que um homem me sirva sexualmente, não vou me sentir atraente e sensual. Vou me achar péssima, horrorosa, e isso não vai me dar o menor tesão.''

Karina*, 26 anos, publicitária, solteira


SIM NAO
33. Transa sempre com camisinha? 42% 58%
34. Já usou camisinha feminina? 6% 94%
35. Usa algum método anticoncepcional? 68% 32%

TRANSA ARRISCADA

''Minha maior dificuldade é pedir para o parceiro usar camisinha. Nunca sei a hora certa de dizer isso. Sempre espero que ele coloque a camisinha sem que eu tenha de pedir. Mas nem sempre isso acontece. Os homens são irresponsáveis, querem transar sem preservativo. Uma vez, não tive coragem de pedir e transamos assim mesmo. Fiquei meses preocupada, até fiz teste de aids. Agora, tento conhecer mais o parceiro antes de transar. Quando tenho mais intimidade, fico mais à vontade para exigir que ele use preservativo.''

Carla*, 36 anos, empresária, divorciada.

*Os nomes foram trocados*